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CEMITÉRIO MUNICIPAL DE JAHU "ANA ROSA DE PAULA" – 1894

O Cemitério Municipal de Jahu, denomina-se "ANA ROSA DE PAULA" e localiza-se na Avenida Frederico Ozanan número 1339, na Vila Industrial.

Conforme os registros existentes na sua Administração, o primeiro sepultamento fora realizado em 16 de outubro de 1892: uma criança de origem espanhola, com nove meses de idade. Os registros anteriores eram feitos pela Igreja Católica localizada em Brotas, desde batistério ao óbito, por isso a Necrópole de Jahu não possui registros dos sepultamentos dos fundadores e colonizadores da cidade. Desta forma, desde a fundação da cidade em 15 de agosto de 1853 até o primeiro registro na necrópole em 16 de outubro de 1894 os registros estão sob a guarda de Arquidiocese de São Carlos.

Segundo historiadores, a tribo indígena Kaingange(da nação Tupi-Guarani) habitavam onde hoje é a sede do município, o cemitério da tribo era instalado onde hoje se localiza a escola EE Major Prado. Ainda segundo esses historiadores, as covas eram desorganizadas e abrangiam também até a localidade do Mercado Municipal e a Delegacia de Ensino Regional. Com a vinda dos emigrantes para Jahu chegaram também as diversas moléstias infecto contagiosas. As pessoas que eram acometidas com essas doenças eram internadas para tratamento na Enfermaria Isolamento, onde hoje é instalado o Asilo São Vicente de Paula. Quando entravam em óbito eram sepultados também em uma área isolada; popularmente conhecida como "Cemitério dos Bexiguentos", que se localizava onde hoje é instalado o 27 Batalhão da Polícia Militar.

Com a inauguração do atual cemitério os restos mortais foram transladados dos cemitérios anteriores para o atual. Esses restos mortais eram inumados nas quadras B, C, D e E do Atual Campo Santo.

O Cemitério de Jahu foi ampliado varias vezes, com aquisição de terrenos no seu entorno, pertencentes a família Pires de Campos, mais precisamente, de Maria Ignácia Pires de Campos e de Inocência Pires de Campos, com a escritura lavrada em 08 de julho de 1932. Nota-se pelos registros que até o ano de 1942 as mortes eram por infecções, dentição, diarréia, tétano, febre amarela e febre espanhola. Em 1895, temos diagnostico de óbito por meningite. Entre os ex-escravos as mortes eram por desnutrição, marasmo e fraqueza. No ano de 1941 começou a ser utilizada a penicilina (antibiótico descoberto em 1938 por Alexander Fleming) que fez com que diminuísse as mortes por infecções. Em relação as sepulturas nota-se que até o ano de 1929 (Fase do Café), as mesmas eram construídas em formas de capela gótica, com mármores de Carrara/Itália. Com a decadência do café e das fazendas existentes no município, as sepulturas passaram a ser construídas de forma mais simples, fazendo revestimento de cerâmica ou granito. Nos dias de hoje as famílias optam pela construção de carneiras (lugares) fora da terra (01 ou 02 carneiras)ou somente revestimento do lastro. Raramente são construídas capelas em cima do lastro. Esses revestimentos são feitos de cerâmicas ou de mármores ou de granitos que se apresentam das mais variadas cores. Nota-se também que atualmente são colocadas fotos dos falecidos nas placas de identificação no túmulo, como se faziam antigamente.

Temos sepultados aqui nesta Necrópole Municipal várias personalidades da historia recente do Brasil:

  • João Ribeiro de Barros (aviador jauense)
  • Canhos (inventor do chuveiro automático)
  • Abílio Cesarino Brandão (ganhador do concurso da urna eleitoral – lona – criada pelo presidente Getulio Vargas)
  • Laudelino de Abreu (Delegado de Polícia que ocupou a cúpula da Polícia Civil do Estado à época da Revolução de 1932, sendo o responsável em comunicar o fim da guerra e a devolução dos veículos particulares aos proprietários, pois haviam sido confiscados pelos órgãos governamentais)

Com a modernização da maquina administrativa pelo atual governo a partir de 2001, o Cemitério também sofreu mudanças, sendo informatizado e hoje possui um cadastro de cerca de 80.000 sepultamentos que podem ser encontrados no site da Prefeitura Municipal de Jahu, facilitando a pesquisa para as pessoas que querem a dupla cidadania e também para fins de estudo ou de formação da árvore genealógica da família.